Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006
(6) A MAÇÃ

TENHO DE ME QUESTIONAR:

          A MAÇÃ ORIGINAL JÁ TERIA LAGARTA  ?



publicado por preconceitos às 10:39
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Segunda-feira, 25 de Setembro de 2006
(5) O LOBO MAU

Não tenhamos dúvidas

                                  se fomos crianças

                                  se fomos amados

foi com intenção ternurenta que nos embalaram, contando e recontando, entre outras, a história do lobo mau e do capuchinho vermelho, mergulhando a nossa candura de então nesse mundo do faz de conta.      

 Aí nessa profundeza onde,  separarados os bons dos maus,  se esvaziam os espaços intermédios.     Mais ou menos bom ou mau não existiam.

Vamos crescendo nesse encanto, sem nos apercebermos do seu desencanto.

É óbvio que ainda hoje, na vida real, há por aí "lobos" a comer o capuchinho e a avózinha e, se apetite lhes restar, ainda se aproveitam do cabaz da merenda.

O verdadeiro sacrificado, no meio do turbilhão, parece ter sido o lobo.

Viu a sua reputação arrastada na lama, não que isso lhe importe por certo, quando no fim apenas cumpre o seu fado e o lugar  a ele destinado nesta prisão enorme que é o nosso planeta.

Mais um a sofrer do preconceito.

 

 

 



publicado por preconceitos às 10:05
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Sábado, 23 de Setembro de 2006
(4) FAZER AMOR

Vamos fazer amor...

Coisa vulgar de ouvir, no recato de qualquer conversa intima, no autocarro, em bares, cafés e discotecas ou na invasão sistemática com que o pequeno ecrã castiga a nossa casa.

E aprofundando a pesquisa, mesmo sem recurso ao filme porno, podemos citar algumas frases tais como:

Fiz amor

  • no chão da cozinha
  • na banheira
  • no tapete
  • em cima da mesa
  • com o gato a ver

Entre uma infinidade de outras, e até por vezes na cama.

A moral que tirei da história:

O amor fabrica-se, sendo apenas necessário alguma imaginação e a presença mínima de dois artífices quiçá bastando um se de génio se tratar.

Ora isto causa-me grande confusão.

Havia arrumado na minha gaveta dos conceitos, quase conclusivos, a aceitação de que o amor e o sexo pouco tem a ver um com outro E se, por casualidade, amarmos verdadeiramente alguém com quem temos sexo, isso terá de ressaltar da relação no período que decorra entre dois orgasmos não seguidos. E aqui lhes digo, se o resultado é positivo, então sim é a excepção em que o amor e sexo se aliam.

Não se faz amor, deixamos fluir o amor, somos dois em um.

Na verdade teremos de aceitar que o sexo é servidão imposta pela mãe natureza que astuciosamente criou esse impulso em todos os animais (com o estimulo do prazer) como garante da renovação. Maldosamente vamos dando a volta e usamos os contraceptivos. Como não queremos prescindir do prazer e simultaneamente evitar a vileza, mascaramos então o acto, praticando-o abusivamente, muitas vezes, em nome do amor.

Amor é outra coisa. O amor é dádiva. Nasce nos lagos profundos da nossa alma e curiosamente não se fabrica. Ou se tem, ou se é pobre!

Não quero confundir amor com sexo. Vou manter os meus conceitos até porque também amo algumas arvores e não me vejo a fornicar qualquer delas.

E que isto não seja preconceito !



publicado por preconceitos às 13:46
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